Assembleia Regional 2020
Somos padres, irmãos e leigos missionários religiosos da Sociedade do Verbo Divino (SVD), chamados de diversos países e culturas para viver os valores do Reino em comunidades internacionais, fortalecendo e animando o povo de Deus.

 

Guiua- 2018


A nossa Vocação

Em fidelidade criativa a Santo Arnaldo, os Missionários do Verbo Divino, conforme suas Constituições, definem-se assim: 

Nosso Chamado:

Conforme as palavras de Jesus Cristo: ”A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20, 21), estamos dispostos a deixar nossa pátria, língua e cultura e ir onde quer que a Igreja nos envie. Essa disponibilidade é a característica essencial de nossa vocação missionária.

Nossa Sociedade

Somos uma Congregação Religiosa Católica com membros leigos e clérgios, vivendo em comunidades internacionais e multiculturais; testemunhamos assim a universalidade da Igreja e relações fraternas. Pelos votos – pobreza, castidade, obedieência – vinculamo-nos a esta Congregação Missionária. 

 


A nossa Missão

”O Anúncio do Evangelho é a Expressão mais Sublime do Amor ao Próximo” – Sto. Arnaldo Janssen

Ao assumirmos qualquer tarefa missionária, damos preferência às situações de maior necessidade. A exemplo de Jesus Cristo, dedicamo-nos sobretudo aos pobres e marginalizados.Trabalhamos, em primeiro lugar e de preferência, onde o Evangelho ainda não foi anunciado ou o foi de forma insuficiente e onde a Igreja local não pode valer-se a si mesma. Abertos e respeitadores da tradições religiosas e culturais dos povos aos quais somos enviados, procuramos o diálogo com todos e levamos-lhes a Boa Nova do amor de Deus.

Qual é a missão dos verbitas?

As Dimensões Características são o caminho que assumiu a Congregação para actualizar seu serviço missionário nos diversos âmbitos onde ela trabalhou por meio dos seus membros. 

” Ide e anunciai a Boa Nova pelo mundo.” 

  • Deve ser ”característica” de cada verbita amar e difundir a PALAVRA DE DEUS
  • Lutar pela JUSTIÇA e a PAZ e INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO em um compromisso real com os pobres e sofredores
  • Abrir horizontes à MISSÃO UNIVERSAL
  • Ser homem de diálogo, COMUNICANDO o que somos, sentimos e fazemos, tanto no interior das comunidades como às passoas afora
  • Por sermos Missionários do Verbo Divino, nos empenhamos em compartilhar a Escritura em comum, em animar uns aos outros, e fazer com que reine entre todos a Justiça e a Paz, e em comunicação no amor fraterno.  

As nossas origens

A Congregação dos Missionários do Verbo Divino nasceu no dia 8 de Setembro de 1875, em Steyl, Holanda, fundada pelo padre Arnaldo Janssen. No século passado, foi-se desenvolvendo na Igreja da Europa uma consciência muito viva da responsabilidade missionária. O padre Arnaldo Janssen – de nacionalidade alemã – foi um exemplo vivo desta sensibilidade nova, procurando, por todos os meios ao seu alcance, despertar os cristãos do seu tempo para esta realidade. Entendia também que era urgente a fundação de um Seminário das Missões para a formação de futuros missionários. Consultou colegas sacerdotes, bateu à porta de vários bispos e, sentindo que o Espírito o levava por aí, fundou ele próprio esse seminário, no dia 8 de Setembro de 1875, nas margens do rio Mosa, não na Alemanha, por causa da política anticlerical de Bismark, mas do outro lado da fronteira, na pequena aldeia de Steyl, já em território holandês. Foi neste primitivo seminário – uma velha hospedaria abandonada – que nasceram os Missionários do Verbo Divino, hoje espalhados por todo o mundo. Durante a eucaristia de inauguração, Arnaldo Janssen disse no seu sermão: “Só Deus sabe se deste início resultará alguma coisa… A pequenez deste começo não nos deve desalentar. Também a árvore mais imponente é ao princípio uma pequena semente e o gigante mais forte um débil menino chorão. Estamos conscientes de que com aquilo de que actualmente dispomos não nos será possível cumprir a nossa missão, mas esperamos que o bom Deus nos conceda quanto necessitamos. Que o Senhor faça connosco o que lhe aprouver. Se desta casa resultar algo de bom, agradecê-lo-emos à graça de Deus. Se fracassar, bateremos humildemente no peito e reconheceremos que não fomos dignos da sua graça.”

SVD em Moçambique

A primeira presença SVD em Moçambique aconteceu entre 1911 a 1917, quando  vieram substituir os Jesuítas. A entrar nestas missãos assumiram um grande trabalho no ensino e na formação dos catequistas. Escreveu o P. Grycman, “A minha tarefa principal era, portanto, a formação dos catequistas. A missão já tinha 26 catequistas formados, que orientavam o ensino nas escolas. Na escola da missão eu tinha cerca de 20 candidatos a catequistas para ensinar. Permanecia diariamente seis horas na escola. De tarde visitava as escolas mais distantes e os professores. Paralelamente à formação dos catequistas na escola da missão tinha também a obrigação da formação continuada dos professores. Na primeira segunda-feira de cada mês chegavam todos os professores do distrito de Lifidzi à missão, onde permaneciam até quarta-feira.

Também eles preocuparam-se para aprender a língua local. “Eu ainda não sabia o idioma, mas dedicava-me a aprendê-lo com todo o entusiasmo. Saía diariamente com dois negros para aprender a língua dos cafres”.

Eles sofreram também da malária. Em Chezuzu fui atacado pela complicada febre malária. Celebrava, apesar da febre alta, e viajei depois para a estação principal em Lifidzi, porque não tinha nada comigo, nem termómetro nem quinino. Em Lifidzi fiquei de cama; durante um semana a temperatura era muito alta. O irmão Ursinus, mestre de obras ainda teve de levar por diante a casa das irmãs quando este foi atacado pela febre malária e veio a falecer a 11 de Novembro.

Escreveu o P. Grycman, nós, como jovens missionários, preocupávamo-nos em manter estreitos contactos com a população, porque éramos mais novos e a nova vizinhança nos atraía sempre de novo a passar pelas aldeias. Fazíamo-lo de bicicleta (Kinga), que introduzimos no Zambeze.  

O eclodir da guerra em Agosto de 1914 destruiu toda a esperança num alargamento da acção missionária. No primeiro dia de Abril de 1916, de madrugada, um barco a vapor anunciava com um apito estridente a sua chegada a Chipanga. Os missionários foram escoltados por soldados armados de baionetas para bordo. Ninguém sabia o destino da viagem.

Após duas semanas de prisão escoltaram-nos a bordo de um navio a vapor que levou todos os alemães para o campo de concentração em Quelimane. Ali passámos vinte meses num clima adverso, sem ter alguma vez passado o muro que nos circundava.

Os missionários das estações de Boroma, Miruru e Lifidzi passaram 14 meses atrás do muro da prisão na forte de Tete sem um raio de esperança que lhes trouxesse uma rápida libertação. Finalmente chegaram ao campo de Lourenço Marques, onde permaneceram até à transferência para Portugal no ano de 1918.

A segunda presença aconteceu em 1997, oitenta anos depois. Em 12 de Março de 1997 os Pes. Manuel de Araújo Abreu, Gabriel Gutiérrez, Daniel Kiala Malamba e Gervásio Ronchi desembarcaram no aeroporto de Maputo. Foram recebidos e acolhidos pelos Missionários Combonianos. Em Maputo ficaram uns dias para cuidarem de documentos e outras formalidades. E em seguida viajaram para Nampula, onde também, foram recebidos e acolhidos pelos mesmos missionários, hospedando-se em Carapira por umas duas semanas.

Em seguida foram para Anchilo, onde ficaram hospedados e se preparando para um curso de iniciação à cultura e à língua Macua, o qual se prolongou por 3 meses.

O dia 25 de Março, 1997, festa da Encarnação do Verbo Divino, é a data oficial do recomeço da presença SVD em Moçambique e do começo nas paróquias de Monapo, Mogincual e Liupo, Diocese de Nacala.

Em fins de Junho estes missionários vieram morar na sacristia da Igreja de Monapo Vila, onde residiram até fim de Agosto. Antes dos Padres as Irmãs SSpS moraram neste espaço por volta de dois anos, e tiveram que deixar o espaço e passaram a morar em sua própria e inacabada casa.

A sacristia era muito pequena e quente; por isso não era possível ficar lá por muito tempo. Daí então que alugamos uma casa quase em ruínas; sem mobília, sem portas e janelas. Reformamos a casa duas vezes e construímos um muro, o qual nos deu mais privacidade. Nesta casa, a água, quando se tinha, era imprópria para consumo, o que nos obrigou a ir buscar água boa na Missão dos Combonianos em Carapira.

Mais tarde foi construída a casa do Liupo onde foram morar os Pes. Gabriel e o Malamba. A construção começou em Setembro de 1998 e terminou em Julho de 1999. A dedicação da casa foi no 28 de Dezembro, 1999, com a presença do bispo, Dom Germano, as Irmãs da Apresentação de Maria e convidados das paróquias.

Em seguida foi construída a casa de Monapo. A construção começou em Fevereiro, 2000, e terminou em Janeiro de 2001. A dedicação da casa foi no dia 8 de Setembro, 2001, Natividade de Maria, com a presença do Visitador Geral Pe. Miguel McGuinness.

Assumimos a Paróquia de Santo António da Malhangalene em Maputo, no dia 3 de Fevereiro, 2002 junto com a escola comunitária. Tivemos que fazer uma reforma geral na casa.

No dia 6 de Maio, 2007, assumimos a Paróquia de Sto. António de Lunga. O Pe. Atanásio Amisse Canira, o primeiro padre diocesano de Nacala e nativo de Lunga, presidiu a Missa em nome do Sr. Bispo.

No ano 2015, assumimos a Paróquia de São Francisco Xavier, Ndunda na Arquidiocese de Beira. 

No ano 2019, concluimos a construção da casa de formação e temos 15 seminaristas nesta casa.